Vamos transformar juntos o Comércio Exterior no Brasil.

Estamos preparando um novo ciclo de aceleração cheio de novidades. Se você acredita que a sua startup irá mudar o futuro do comércio exterior, não deixe de preencher o formulário de cadastro e receba as novidades em primeira mão.

Faça seu cadastro

Blog Aceleradora 4Comex

18.09.2020 Inovação & Tecnologia

Transformação Digital e 4ª Revolução Industrial

Houve uma crescente publicação de artigos na área de comércio exterior e logística internacional que usaram “Transformação Digital” e “Indústria 4.0” como sinônimos, temas intercambiáveis. Entretanto, essa não é a realidade. Sei que os leitores de startups têm uma excelente noção das diferenças entre eles. Mas, até para vocês, linha de frente da inovação no Brasil, esse artigo pode ser útil para formular as ações de marketing.

E comecemos com o “mais fácil”: Transformação Digital

Voltemos até o início da comercialização e, posteriormente, a popularização da Internet e dos computadores pessoais, há 30 anos. Isso permitiu que algumas atividades, inicialmente realizadas em papel, pudessem ser digitalizadas. Gosto bastante de citar um excelente exemplo ocorrido no Brasil no início da década de 90: o Siscomex, módulo de Exportação, em 1993, e o módulo Mantra, em 1994. Na época, uma quantidade imensa de profissionais de comércio exterior estava descrente que a Receita Federal deixaria de usar formulários em papel. Mas, assim o fez e é um excelente exemplo para a primeira fase da transformação digital, que é a digitalização.

Esse não é um exemplo de transformação digital alinhado à Internet, visto que a versão Web do Siscomex veio apenas mais de uma década depois. Então, falemos do exemplo da Despegar Inc (Decolar.com, no Brasil), a startup argentina, fundada em 1999, que além de digitalizar a busca de voos, que eram apenas possíveis ligando para as companhias aéreas ou para agências de viagens, “desmaterializou” os quiosques dessas companhias aéreas. Talvez apenas as pessoas com mais de 40 anos se lembrem desses quiosques espalhados pela cidade de São Paulo.

E gostaria de trazer um exemplo mais clássico da Transformação Digital, a Netflix. Mas ao invés de focar na rivalidade com o Blockbuster, prefiro focar numa parte mal explorada sobre eles: a democratização trazida pela Netflix para assistir filmes e séries. Uma lembrança bem simples: quantas vezes não fui a uma locadora de filmes e o que eu queria não estava disponível? Além de eu me lembrar dos preços, normalmente, eram abusivos para os lançamentos, levando a uma grande quantidade de pessoas baixarem ilegalmente os filmes ou comprar os famosos CDs nas “barraquinhas”. Com o Netflix, um serviço de streaming, tornou-se possível assistir uma quantidade imensa de filmes e séries.

O Siscomex, a Despegar Inc. e a Netflix, em suas respectivas épocas, são exemplos de disrupção. Quando uma organização utiliza o “digital” na máxima capacidade disponível, essa organização estará puxando o limite e acabará, em algum momento, quebrar o paradigma. Essa poderia ser a última fase da Transformação Digital.

Em resumo, a Transformação Digital é colocar o “digital” no centro de tudo. Tratar a tecnologia não como um “departamento” ou um “simples investimento”, mas como parte fundamental da estratégia.

Com a pandemia, torna-se mais fácil trazer algumas das perguntas:

  • Meus funcionários desejam fazer home office. O que preciso de estrutura para isso?

  • Eu vendo apenas presencialmente. Será que eu não poderia criar um site? Vender através de redes sociais?

  • Gostaria de apresentar meu produto (um sistema, por exemplo), mas preciso ir até o cliente. Será que eu não poderia criar uma excelente simulação em uma área específica do meu site?

  • Utilizo planilhas, e-mails e telefonemas para controlar meu processo de importação, mas esse é longo. Será que não poderia utilizar uma ferramenta de torre de controle?

  • Eu preciso digitar as informações para emitir a nota fiscal de um processo de importação. Será que eu não deveria utilizar uma ferramenta que automatiza essa etapa?

A questão fundamental é: o que eu posso fazer em meu negócio para que eu possa focar em, cada vez mais, trazer valor ao meu cliente? A Transformação Digital, em essência, desbloqueia o potencial humano.

Uma imagem contendo luz, computador

Descrição gerada automaticamente

Enquanto isso, a Revolução Industrial 4.0, que estamos vivendo e estamos bem longe de atingir o potencial dela, traz drivers de mudança para acelerar a Transformação Digital.

Mas o que é essa Revolução que uma quantidade cada vez maior de pessoas está falando? Em outubro de 2012, na Alemanha, um grupo de empresários e acadêmicos trabalharam em um conjunto de recomendações para a implementação da “Indústria 4.0”. Em abril de 2013, o relatório final foi apresentado.

Algumas das tecnologias mais interessantes dessa Indústria são:

  • IoT (Internet of Things): a possibilidade de conectar qualquer dispositivo à nuvem. Com essa conexão, é possível captar dados de “coisas” e transformá-los em informação. Exemplo, os lacres eletrônicos inteligentes utilizados no transporte de cargas valiosas ou perecíveis.

  • Realidade Virtual (VR – Virtual Reality) e Realidade Aumentada (AR – Augmented Reality): essas tecnologias estão cada vez mais famosas devido aos jogos. Entretanto, o uso de ambas vai bastante além disso. Empresas têm investido em VR e AR para treinar os funcionários com novas ferramentas.

  • Big Data Analytics: uma das minhas favoritas! É a fusão de ferramentas Big Data e de Análise Estatística, gerando análises preditivas. Uma montanha de dados sendo analisados rapidamente, permitindo que um analista consiga olhar para as informações e transformá-la em estratégia, com os insights criativos que apenas a mente humana pode ter.

  • Blockchain: tornou-se famoso devido aos criptoativos, especialmente o Bitcoin. Mas, junto com a próxima tecnologia, continua sendo uma das mais “enigmáticas”, devido a não conseguirmos enxergar até onde elas podem nos levar. Entretanto, algo é certo: esse é o futuro da criptografia.

  • Inteligência Artificial: de um modo geral, nos tornamos fixados devido aos filmes de ficção. Mas existem exemplos bem mais “simples” nos dias atuais: a escolha dos filmes “por você” nos serviços de streaming; a seleção das Declarações de Importação para os canais amarelo ou vermelho; a sugestão de projetos sociais que você deveria participar baseado no que você parou para assistir (Museu do Amanhã, Rio de Janeiro).

Ainda podemos falar sobre a corrida pelo 5G, que não é simplesmente a evolução do 4G, mas a revolução da Internet, e pelo computador quântico, que poderíamos indicar como a revolução dos computadores.

Todas essas novas tecnologias mencionadas anteriormente são ferramentas para que as organizações acelerem a transformação digital. E não adianta apenas fazer “propaganda” de que a organização é digital, pois os clientes estão exigindo experiências aprimoradas. E, isso é apenas possível colocando o digital no centro de tudo.


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

Vamos Conversar? Cadastre seu email e fique conectado com esse ecossistema de inovação.

Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte de um grupo líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

www.columbiatrading.com.br
Contato
imprensa@a4comex.com.br
projetos@a4comex.com.br