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18.08.2020 Inovação & Tecnologia

Moonshot Thinking

“Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto”, Carl Sagan, cientista, biólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor, divulgador científico e ativista estadunidense.

 

Moonshot thinking... mais uma palavra legal vinda do Vale do Silício, certo? Na verdade, a expressão vem do pensamento do presidente John F. Kennedy, quando esse disse: “Nós escolhemos ir à Lua”. Em nenhum momento, em seu discurso, ele mencionou o como. Alan Turing ousou em quebrar o Código Enigma, criptografia nazista “inquebrantável” na época, ao construir o que podemos chamar de “primeiro computador da era moderna”. Albert Sabin desafiou vencer o vírus da poliomielite na empreitada do desenvolvimento de uma vacina. Esses três personagens históricos nasceram com “ideias de ir à Lua”.

 

A filosofia (a perspectiva, como preferir) Moonshot é a busca por solucionar desafios gigantescos. Apenas ideias lunáticas, consideradas não factíveis, são consideradas para esse tipo de inovação. O que poderíamos chamar de soluções radicais. Essa filosofia é a de desafiar o que está estabelecido, o que é padrão, com projetos que tenham um potencial exponencial. Melhorias de 10x, não de 10%!

 

Alguns Moonshots atuais são: comunidades em outros planetas (exemplo, SpaceX); carros-voadores (exemplo, Uber e Hyundai estão juntas nesse esforço); computador quântico (exemplos, a corrida da Google e da IBM). Quantos exemplos adicionais não poderiam ser dados? Acesso à água potável ou as adaptações necessárias para as mudanças climáticas. Percebem que são desafios que, analisando-os, assustam pelo tamanho e pela complexidade? Essa filosofia só aceita esse tipo de problema.

 

O termo Moonshot Thinking foi popularizado nessa década, através da Google X, empresa voltada apenas para esse tipo de projeto, com a ideação, teste e o lançamento de tecnologias que buscam quebrar paradigmas e proporcionar soluções que melhorem radicalmente o mundo. Literalmente, é uma fábrica de moonshots. Astro Teller, conhecido como o Capitão dos Moonshots dentro da X, foi um dos responsáveis em implementar tudo isso como uma filosofia, não apenas um projeto isolado.

 

Como em muitas questões de filosofia, em implementação de uma cultura, também não existe aqui uma maneira correta para implementar o Moonshot Thinking. Um framework é proposto pela Singularity University e ESADE (Escola Superior d’Administració i Direcció d’Empresas, em catalão) em 5 grandes passos (figura abaixo para ficar mais visual):

  1. Moonshot Thinking. Você precisa “resetar” o modus operandi para estar apto a pensar exponencialmente.

  2. Lançamento. Uma jornada para “desaprender” e reaprender sobre os possíveis impactos que as novas tecnologias venham a causar. Nesse momento, você começa a construir uma nova maneira de pensar. 

  3. Pouso. Experimentar, experimentar e experimentar. Veja o que funciona e o que deve ser aprimorado. Adivinhe? Não existe metodologia para isso! Algumas técnicas de UX Researcher (leia no nosso blog sobre isso) podem ajuda-lo a diminuir o impacto desse retorno.

  4. Hora de se transformar. Você, como indivíduo, para estar adaptado realmente à nova realidade que está querendo propor.

  5. Transforme a companhia. “Quando você muda sua perspectiva, nunca sabe onde vai parar”, Astro Teller.

Uma imagem contendo relógio

Descrição gerada automaticamente

 

Independente de mais frameworks que venham a ser propostos, o ingrediente principal é proporcionar um ambiente às pessoas em que essas voltem a desenvolver um “espírito de criança”, quando acreditamos que tudo pode ser alcançado. Esse espírito vai sendo acorrentado aos poucos em que “jogar de modo seguro”, na zona de conforto, é a melhor maneira de (sobre)viver. Portanto, o contexto importa demais! As organizações não podem matar as ideias ousadas e favorecer as equipes que “play safe”.

Para isso, as organizações não podem penalizar as equipes e os indivíduos que cometem equívocos durante o processo de inovação (mais conhecida também como “tolerância zero ao erro”). Se as equipes não erram, quer dizer que não estão ousando e buscando algo grandioso. As equipes devem ter um apetite por riscos e proceder com experimentos, testando a ideia o mais rápido possível. Obter feedbacks para gerar insights e corrigir rapidamente o projeto é praticamente um mantra no moonshot thinking, principalmente porque se você não testar rapidamente, a equipe pode adotar um caminho extremamente equivocado que custará (bastante) tempo e dinheiro.

Peter Diamandis, presidente executivo da Singularity University, dá cinco dicas bem simples para a organização começar a implementar o Moonshot Thinking:

  1. Contrate alguém de 20 e poucos anos, que seja bastante curioso, e o instigue a pesquisar sobre o desafio que vocês querem abordar

  2. Questione tudo e todos. Não aceite uma resposta: “porque sempre foi assim”.

  3. Gere ideias. Esqueça das limitações.

  4. Registre, priorize e selecione qual será trabalhada no primeiro ciclo.

  5. Invista nas melhores ideias e nas melhores equipes

Essas melhores ideias terão obrigatoriamente as seguintes duas características: solução radical (conforme citado no início desse texto); incorporação de tecnologias disruptivas. Quanto ao primeiro ponto, o normal é a solução parecer algo doido, no início, quase uma ficção. Quanto à segunda característica, quando a equipe estiver estruturando a solução, deve-se buscar a incorporação de ao menos uma tecnologia mais inovadora (atualmente, dois exemplos são inteligência artificial e blockchain), mesmo que essa seja incorporada em uma determinada futura fase do desenvolvimento.

Essas duas características em conjunto ao “desafio gigantesco” formam justamente o blueprint do Moonshot Thinking, proposto pela X.

Tela de celular com texto preto sobre fundo branco

Descrição gerada automaticamente

Astro Teller menciona que dentro da X: “Usamos a palavra Moonshot para nos lembrarmos de mantermos grandes nossas visões; para nos mantermos sonhando. E usamos a palavra fábrica para nos lembrar que queremos ter visões concretas — planos concretos para torná-las reais”. John F. Kennedy não estabeleceu uma meta sabendo que era fácil, ele simplesmente disse que os EUA fariam algo incrível. Quantos, em 1962, não disseram que ele era insano? A NASA provou que isso era possível em 1969.

Sim, foram 10 anos. O Moonshot Thinking é aplicado para projetos de longo prazo que tornam o “futuro” possível. Então, em conclusão, isso é apenas para grandes organizações que têm altos valores para investir em projetos de longo prazo? Na verdade, não. Apenas para citar dois possíveis desafios gigantescos para a atual logística internacional:

Pense nos grandes desafios que as pessoas mais comuns possam vir a dar risada de você quando você propuser ideias que possam resolvê-los. Pensou? Agora, aplique o Moonshot Thinking... 

“Não existe um roadmap definitivo para o sucesso do moonshot; o caminho é bagunçado com obstáculos e falhas”, Peter Diamandis.

Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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