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06.08.2020 Dicas

A maioria está sempre errada

Talvez esse texto soe como “vamos lá, você consegue!”, quase como um “coaching” (não entendam como crítica a esses profissionais). O objetivo desse artigo não é esse. O ponto é que, durante as crises, independente de qual seja (e, devido a ciclos econômicos, mais virão no futuro), a maioria das pessoas buscará o padrão: recolher-se e ficar na zona de conforto. Alguns dirão aos quatro ventos: “estamos nos reinventando para conseguir prosperar”. Mas, depois de passado o momento de turbulência, perceberemos que mais de 95% dos negócios continuarão operando com pouquíssimas mudanças. Portanto, gostaria apenas de trazer uma reflexão para esse momento...

Confesso que durante a graduação, eu não me considerava um “doido de pedra” no que tange às propostas de inovação. Creio que comecei a desenvolver essa loucura durante o mestrado quando encontrei dois amigos que gostavam de desafiar o considerado “normal” para produzir um artigo acadêmico dentro de quatro meses. Durante meus primeiros anos de trabalho, também tive a sorte de conhecer colegas que acreditavam na possibilidade de fazer tudo (sim, tudo!) diferente nos processos de comércio exterior. Esses colegas se tornaram mentores para mim (mesmo alguns não sabendo até hoje), visto que eles me incentivavam a ousar nas propostas de mudanças que seriam apresentadas ao Governo. 

A maioria olhava desconfiada para propostas que “desafiavam” o padrão. Quantas vezes não ouvi: “você acha mesmo que isso dará certo? Não existe a menor chance!”. Essa frase foi dita, com frequência, sobre o Portal Único de Comércio Exterior, a Declaração Única de Exportação (DU-E), a cooperação entre a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior e afins. Mas, por que essa maioria de pessoas sempre atua assim?

Conta-se uma história que Albert Einstein aplicou a mesma prova para os mesmos alunos em dois anos consecutivos. O assistente de Einstein então perguntou o porquê daquilo, visto que aquela turma tinha prévio conhecimento sobre as perguntas. Einstein, então, respondeu: “as perguntas são as mesmas, as respostas depois de um ano não podem ser as mesmas”. Seja porque o mundo ou porque quem está respondendo mudou. Não existe resposta exata para as questões que permeiam a sociedade. O mundo está em constante transformação.

Entretanto, se estamos nessa “metamorfose ambulante”, por que a maioria das pessoas, principalmente no mundo dos negócios, insiste em manter o padrão? A resposta mais curiosa que encontrei vem do mastermind Paul Rulkens: “a maior parte das pessoas vive a vida como se estivesse dentro de um carro, no meio de um engarrafamento, olhando pelo espelho para observar a concorrência... e comemora por estar na frente!”. E, como então, a gente sai desse engarrafamento?

Sabe aquela velha fala: “Pense fora da caixa?”. Ela é verdadeira. Mas, calma, antes que você me xingue. A caixa de pensamento de cada um é bem menor do que a verdadeira, a qual estamos inseridos, que delimitam realmente o mundo. Cada caixa (tanto a individual quanto a real) é delimitada por alguns fatores, como: a base normativa; a tecnologia; questões físicas; regras morais (lembrando que cada comunidade, cada país tem suas regras morais). Esses fatores combinados formam o chamado “padrão da indústria”, o que é “normal”.

Uma imagem contendo luz, escuro, aceso, edifício

Descrição gerada automaticamente

Uma amiga disse para mim, uma vez: “não dá para inovar em tudo; temos que cumprir a legislação; fim!”. Não mencionei, em nenhum momento, o desrespeito à legislação. Mas, voltando ao parágrafo anterior: esse é um limitante da caixa individual de pensamento. Bancos digitais é um exemplo clássico de explorar esse limite real. Plataformas online para gerenciamento de finanças de pequenas empresas ou para a negociação de aluguéis são também exemplos de quebra de padrão, explorando a “caixa maior do pensamento”.

97%, 98%, 99% das pessoas insistem em dar murro em ponta de faca, bater com a cabeça na parede ou qualquer ditado que traduza em “fazer do mesmo esperando resultados distintos”. É bem provável que a maior das pessoas esteja em piloto automático. Sabe quando você está lendo um documento e precisa voltar tudo porque não lembra do que leu? Então, exatamente assim. É vital que ao ver o mesmo problema, as pessoas façam de modo diferente. “Mas e se der errado?”. Existe uma grande chance de realmente sair errado. Só que você descobriu uma maneira de errar diferente, adquiriu experiência. Você sabia (pode não admitir, mas sabia) que sairia errado daquele velho jeito.

E quando tudo dá errado, quando você errou várias e várias vezes, a chance de uma inovação disruptiva aumenta. Você começa a forçar os limites da caixa do pensamento para romper o padrão da indústria. Entretanto, nesse momento, virá o principal conflito: vão chamá-lo de insano, de louco, de maluco; estarão “certos” de que aquilo não dará certo. Marco Aurélio, imperador romano, uma vez disse: “o objetivo da vida não é estar ao lado da maioria, mas escapar e encontrar-se nas fileiras dos insanos”. E vocês podem notar que quase a totalidade dos inovadores afirma que foi taxado de louco. Guy Kawasaki, no vídeo “arte da inovação”, também indica que “você não deve confiar nas palavras dos ‘Palhaços Bozos’ que buscarão desvalorizar o que você está propondo”.

Poderíamos chamar tudo isso de “matemática para a loucura”. Por quê? Porque existe uma lógica clara: o que nos trouxe até aqui não é o mesmo que nos levará daqui para o futuro. Então, utilizando-se dessa afirmação, precisamos ser loucos para arriscar e encontrar novas respostas para o que nos deparamos. Comecemos a executar atividades de modo diferente, de uma maneira que ainda não fizemos.

Existe 1%, 2%, 3% de loucos que estão arriscando e inovando. Os demais estão em piloto automático. Transformação Digital? Revolução Industrial 4.0? Provavelmente, a maioria pensa: “Imagina! A concorrência está apenas fazendo propaganda! Vamos também fazer!”. (existe também a chance de que esses estejam esperando uma “bala de prata” para resolver tudo). Entretanto, não nos esquecemos que enquanto você olha para o carro ao seu lado no engarrafamento, alguém ousou ir de bicicleta porque notou que chegaria mais rápido.

Ah, por fim, não basta você achar que você é mais inteligente do que o concorrente, pois a maioria terá certeza de que é mais inteligente do que a média (Efeito Dunning-Kruger). Humildade, questionamento constante, testar e estar certo de que sempre é possível melhorar são quatro chaves para estar entre os verdadeiros loucos.


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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