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Blog Aceleradora 4Comex

28.07.2020 Inovação & Tecnologia

Design Sprint: uma método para testar novas ideias!

O brainstorming, quando todo mundo expõe suas ideias, é bastante divertido. Após algumas horas juntos, tínhamos uma grande pilha de notas autoadesivas e todos estavam muito animados. 

Um dia, porém, no meio de um brainstorming, um engenheiro interrompeu o processo: ‘Como você sabe que o brainstorming funciona?’, perguntou ele. Eu não sabia bem o que responder. A verdade era constrangedora: eu vinha indagando aos participantes se eles gostavam dos workshops, mas não verificara os resultados reais” escreve Jake Knapp, no prefácio do livro Sprint, o método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias. Ele em conjunto com John Zeratsky, Braden Kowitz, Michael Margolis e Daniel Burka são considerados os criadores desse método chamado Design Sprint. 

Quem não é do mundo do UX Research ou da inovação tende a não conhecer o Design Sprint, apesar de ter ouvido falar em algum momento. Esse método, desenvolvido no Google Ventures, busca uma maneira de desenvolver um protótipo e testá-lo em apenas 40 horas, partindo da criação. Sim, é isso mesmo, 5 dias! Vamos falar um pouco mais de como são divididos esses cinco dias, quais são os resultados esperados e como e situações em que você pode utilizá-lo.

Talvez, para ganhar um crédito com você, leitor, vou inverter essa ordem. Ou seja, para quem é recomendado o Design Sprint? Para startups em estágio inicial, para ideias que precisam ser amadurecidas, para projetos internos. Em outras palavras? Pode ser usado basicamente para todo tipo de design. Ou, quase... Pois sempre existirão projetos impossíveis de serem testados em apenas uma semana. Uma dica? Divida-os! Se isso for possível, então, Design Sprint volta a ser uma belíssima opção para a organização!

Para os cinco dias, você precisará engajar uma equipe e todos os membros deverão reservar a agenda (e não marcar reuniões ou calls, mesmo que de 30 minutos, no meio dessa semana!!!). Bem difícil, não? Mas pense no resultado de toda uma equipe focada, encurtando massivamente o tempo para estruturar um protótipo! A equipe ideal deverá contar com um facilitador, um stakeholder (dono da bola, digamos assim) ou um representante direto desse stakeholder, um gerente de produto, um designer de interface, um designer de experiência ou alguém que conheça bem o usuário do produto e um desenvolvedor. São habilidades e pensamentos complementares que têm o grande potencial de abordar o problema escolhido. Papel, caneta, post-its, quadros (ou vidros) para desenhar são materiais indispensáveis! (Não esqueça de um cafezinho e petiscos!)

Podemos dividir os cinco dias do Sprint em:

Uma imagem contendo texto, mapa, placar

Descrição gerada automaticamente

Segunda-feira: Entendimento. Ideias centrais desse dia: comece pelo fim; pergunte aos especialistas; escolha de parte do problema que será alvo

Todos da equipe compartilharão o que sabem sobre o problema escolhido para o Design Sprint. Como a equipe possui diferentes expertises, as informações estarão “quebradas” e isso é excelente, pois será possível complementá-las e dispor de várias peças para montar o quebra-cabeça de modo mais completo (mapa do desafio). O facilitador deve incentivar que todos falem, através de dinâmicas que evitem a monopolização por quem tende a falar demais. Pesquisar informações adicionais e levantar hipóteses são dois pontos adicionais para esse dia. No fim do dia, deve ser escolhida a parte do problema que será atacado. Escolha algo viável para os próximos dias, mas não deixe de ousar!

Terça-feira: Esboçar as ideias. Ideias centrais: todos desenhando; ajustes e aperfeiçoamento sobre o entendimento

Sim, todos devem rabiscar as ideias! Eu, pessoalmente, sou terrível em desenhar. Mas, ideias iniciais podem ser expressas da maneira mais simples possível! Nesse momento, não é necessário mais do que papel e caneta. Individualmente. Cada um precisa apresentar, pelo menos, uma ideia. Os esboços não devem ser mostrados. Resistam à tentação demoníaca! Essa é a parte mais divertida para o dia seguinte, pois o cérebro estará bem mais disposto.

Quarta-feira: Dia da decisão. Ideias centrais: filtro das ideias; escolha da batalha; preparar o terreno para prototipar

Hora de avaliar os esboços do dia anterior! A equipe deve discutir as melhores soluções. Novamente, soluções! Não é o desenho mais bonito ou mais agradável, mas o que representa a melhor solução ao usuário. A combinação das melhores ideias é incentivada. Nesse dia, a equipe deve buscar refinar as ideias e, então, escolher o que elaborarão como protótipo. Invista o tempo, na quarta-feira à tarde, para criar um storyboard (em palavras bastante simples, é um esboço sequencial de ideias que facilita a visualização de um contexto), pois isso ajudará a equipe no refinamento e impactará positivamente na fluidez do dia seguinte.

Quinta-feira: Vamos prototipar! Ideia central? Só isso será suficiente para ocupar (e bastante) a equipe nesse dia!

Construir um protótipo em apenas sete, oito horas parece uma tarefa praticamente impossível. Como fazer isso? Ilusionismo. A equipe deverá fazer um projeto real o bastante para testar. O storyboard, aqui, desempenha um papel fundamental: você sabe o que construir, com os textos e detalhes que foram colocados no quadro. E por que usar tão pouco tempo para o protótipo? Quanto mais cedo você detectar que os clientes não entenderam ou não gostaram, mais disposto você está a descartar esse protótipo e utilizará os feedbacks negativos para criar um segundo protótipo melhorado.

Sexta-feira: Testar! Ideias centrais: ouvir o usuário e demais stakeholders; discutir e aprender sobre o que foi desenvolvido

Esse é o grande dia! Depois de árduas 32 horas trabalhadas, esse é o dia de interagir com potenciais usuários do produto, preferencialmente em sessões de dupla ou em grupo. Façam o máximo de anotações possíveis, tanto positivas quanto negativas, nas entrevistas. Identifique os padrões do que foi criticado e do que foi aceito e, então, “de volta ao futuro”. Com os feedbacks, a equipe saberá o que precisa ser melhorado (ou até mesmo descartar o protótipo criado). O mais importante é maximizar a aprendizagem! Na sexta-feira à tarde, a equipe precisa sair com um planejamento de quais são os próximos passos.

Podemos resumir um pouco da ideia do Design Sprint através dessa imagem a seguir, na qual é encurtado o caminho entre a idealização e a aprendizagem para, então, aprimorar novamente as ideias.

Provavelmente, sobre o quarto dia, o do protótipo, uma quantidade imensa de pessoas discordará, mencionando que não é possível entregar com uma excelente qualidade esse protótipo. No livro, os autores mencionam a necessidade da readequação para a “mentalidade do protótipo”, que é entregar apenas o suficiente para ser feita uma simulação temporária. Os quatro princípios dessa mentalidade são:

  1. Você pode fazer um protótipo de qualquer coisa

  2. Protótipos são descartáveis

  3. Construa o bastante para aprender, e só

  4. O protótipo deve parecer real

Antes de finalizar o texto, gostaria de mencionar o site oficial do Google Ventures e o Sprint. Um vídeo no Youtube do próprio Jake Knapp explica um pouco mais sobre esse método.



Espero que tenham gostado!


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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