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25.06.2020 Inovação & Tecnologia

Maneiras de incentivar a inovação – Parte II

Gere mais ideias. Mais ideias. Mais ideias. A criatividade está mais para um músculo do que para um dom. Gênios? Claro que existem, mas eles são raros. Não estou redirecionar ao pensamento das 10.000 horas para você dominar a arte da criatividade. O meu pensamento está mais para um atleta treinando para competições. Num ritmo constante, sem nunca parar. Diferentemente dos nossos músculos do corpo, a criatividade pode ser fortificada ao longo dos anos.

No artigo anterior, indicamos (falo “nós” porque existem ideias que não são minhas lá e vieram dos palestrantes do TedTalks) várias maneiras para estimular a criatividade. E, aqui, continuamos a dar dicas de mais algumas:

A pessoa que você não conhece

“Ah, lá vem... construir um networking é a dica”. Bom, não é bem no sentido de você construir e nutrir relacionamentos para que consiga um negócio, uma reunião e afins. O que quero dizer está diretamente relacionado a inúmeros artigos que têm sido publicados sobre “diversidade em empresas pode ser uma das chaves do sucesso para a inovação”.

Quando você vai discutir uma nova ideia, você a apresenta normalmente para o círculo social mais próximo, correto? Analise esse círculo nas seguintes variáveis:

  • Gênero e orientação sexual

  • Cor e classe social

  • Nacionalidade (sei que no Brasil é mais difícil de termos contato com diferentes nacionalidades, mas é válido mencionar essa variável)

Meu chute é que, na sua “zona de conforto social”, as pessoas são bem parecidas com você. Com bagagens de vida próximas. Qual o resultado disso para discutir novas ideias? Os pontos de vista não serão tão distintos do seu, será possível identificar certa previsibilidade nas respostas. Por isso, em um evento, dentro da organização, vá à sala de café e converse com quem esteja lá. “Ah, poderia chamar para tomar café aquela pessoa”. Claro! Desde que seja alguém com quem você nunca conversou, pois, caso contrário, voltamos à previsibilidade.

Para o comércio exterior, você poderia adicionar como variáveis, por exemplo, os elos da cadeia e representantes das regiões (São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus, Itajaí e afins).


Encarando situações extremas

“Você está colocando esse ponto porque estamos em uma plena crise”. Considerando que vivemos em sociedades capitalistas, crises sempre ocorrerão, porque isso faz parte do modelo capitalista. Além disso, algo que aprendi com a logística humanitária é “imaginar situações extremas e estar preparado para elas”. Inundações, terremotos, furacões, pandemias: quais são as soluções para cada um desses momentos adversos?

Sente e pense nas situações extremas que podem atingir o mercado futuramente. Antecipe e seja criativo para estar preparado. O que poderia ocorrer no mundo ou no Brasil que viria a acabar com o seu negócio? Dois exemplos que sempre colocamos no comércio exterior são: se os incentivos fiscais acabarem, o que aconteceria com o modelo de negócio da trading? E qual o impacto do Portal Único sobre os despachantes?

No meio de situações extremas, a pergunta mais simples a ser feita é: o que é básico para você (o usuário, a indústria ou o que quer que seja o mercado-alvo)? Dessa maneira, você estimulará a sua criatividade a ser simples o suficiente e, possivelmente, torna-la acessível a todos. Não imponha barreiras para a imaginação, ao mesmo tempo que a estimule a observar os recursos disponíveis nessa simulação de futuro caótico para que esses sejam o ponto de partida.


Uma imagem contendo luz

Descrição gerada automaticamente


Ócio

Nossa, que palavra linda! Ainda mais no mundo que cultua a produtividade extrema. Play hard? Faz algum tempo, apesar de inúmeras organizações ainda não admitirem, que o termo correto é play smart. E você não consegue desempenhar um papel com inteligência quando você está no meio de uma zona de guerra (e-mail; conferências; telefonemas; lendo notícias enquanto você está esperando um capuccino).

O ócio permite que o cérebro entre num modo padrão, em que você não está pensando em nada, apenas no modo automático. O curioso é que, durante o ócio, o cérebro está trabalhando ainda mais, pois o “subconsciente” está tentando conectar ideias que estavam dispersas.

O mais importante é mencionar: ócio não é ficar mexendo no Instagram ou em qualquer mídia social, assistindo filmes no Netflix e afins. Você precisa ficar sem fazer atividades. Ficar entediado. Permitir que a sua imaginação viaje. Durante o trabalho, se a empresa não tiver um local para relaxar, pegue um café, sente na sua cadeira e a recline um pouco. Deixe a mente ir para onde ela quiser por alguns minutos. 

O ócio pode ser estranho no início, mas será importante para aumentar (ou manter) a sua criatividade ao longo do tempo.


Ideias inúteis

Confesso que no início, eu estava relutante em escrever sobre esse tópico, mesmo depois de assistir alguns vídeos com os palestrantes (sim, plural!) indicando a geração de ideias inúteis. Mas, parei e rememorei alguns momentos em que, entre colegas e amigos, geramos ideias inúteis. E fizemos isso com maestria, confesso. Resultado? Meu cérebro ficou relaxado.

Para você que ainda não fixou isso, venho dizer mais uma vez: criatividade não é um dom (provavelmente, devido ao nosso tipo de ensino, não somos incentivados a ser criativos; mas isso é papo para outra conversa). A criatividade está mais para um músculo, que precisa de bastante treino. Gerar ideias inúteis é uma maneira de treiná-lo e deixar esse músculo preparado para momentos mais “de jogo”. Diferentemente da maioria dos músculos do nosso corpo, a criatividade não envelhece e ela pode se tornar cada vez mais forte ao passar dos anos.


Não fique preso a dados

“Você observou os dados do mercado antes de vir com essa ideia” ou “você analisou detalhadamente como funciona aquela indústria antes de propor isso”? Se você nunca ouviu uma pergunta semelhante, ou você está propondo poucas ideias ou você está dentro de uma organização magnificamente inovadora! Se for a segunda opção, aproveite!!!

Enfim... Se você observar demais os dados, a tendência é que você venha a criar absolutamente nada. Não estou falando de ignorar uma premissa básica de “delimitar o problema”. O que menciono é se você gastar tempo demais em tentar descobrir o que é perfeito ao mercado, você nunca conseguirá propor ideias inovadoras. Então, desapegue sobre essa quantidade imensa de dados e detalhes e invista tempo em gerar ideias!

Por último, apenas uma dica: pegue leve com você mesmo. De passinho em passinho, sempre dê um jeitinho de estimular a própria criatividade e a da organização aos poucos. 



Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex


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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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