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16.06.2020 Inovação & Tecnologia

Maneira de Incentivar a Inovação - Parte I

Antes de mais, um desejo profundo a quem lerá esse texto: espero que você chegue ao final com, ao menos, uma nova ideia! (Se você quiser compartilhá-la depois comigo, meu LinkedIn está no fim do artigo).

Nesse momento de crise, leio constantemente da necessidade de colaboradores mais inovadores, de uma cultura empresarial que proporcione mais inovação, que a criatividade será a principal habilidade do futuro (talvez, do agora). Entretanto, de onde vêm as boas ideias? Como atingir o “momento Eureka”? Como cultivar essa ideia que brilhará os olhos do mercado?

Antes de mais nada, gostaria de repetir, assim como em todos sobre criatividade, que todos somos criativos de alguma maneira. Descubra o seu jeito... e vá em frente!

Dito isso, podemos falar mais sobre o objetivo do texto, tentando responder às perguntas formuladas anteriormente.

Existe um processo “Eureka” no nosso cérebro

Apesar de existir um momento final em que possamos falar “Eureka!”, ele não é instantâneo. Boas ideias demoram a amadurecer. “Olhe, chefe, estou com uma grande ideia, mas creio que eu possa entregá-la efetivamente, talvez, em 2030”. Não é bem nesse sentido que estou dizendo. Então, vamos tentar explicar melhor.

“Conecte ideias, ao invés de protegê-las” deve ser o lema de todos os criativos. Quando você compartilha uma ideia, a pessoa que está ouvindo poderá fazer uma pergunta ou elaborar um comentário que disparará o último elo que faltava. E, normalmente, esse elo está “perdido” no próprio cérebro de quem está propondo essa solução criativa.

“Compartilhei uma ideia e alguém acabou se apropriando dela”. Essa é uma dura realidade, ao menos no Brasil. Por isso, dentro do ambiente empresarial, a política institucional de uma empresa deveria ser: caçar e demitir quem rouba as ideias. Por quê? Porque isso incentiva a todos a colaborarem com maior eficiência, sem o medo de que alguém se aproprie indevidamente da ideia. As empresas mais criativas têm duras políticas de quem tenta agir de má fé.

Portanto, para evitar que a ideia apenas seja entregue “em 2030”, as empresas precisam criar uma cultura de colaboração, que permita essas ideias florescerem e cheguem ao nível de protótipo e, quem sabe, um MVP ou MAP. Você é um empreendedor? Então compartilhe ideias com quem você acha que possa colaborar, contribuir com você. Nessa situação, perca o medo de que essa pessoa roubar a ideia!

Uma imagem contendo atletismo

Descrição gerada automaticamente

Seja rebelde!

“Sempre foi feito dessa maneira”, “você está maluco em propor isso; não dará certo” e “as pessoas e os nossos clientes estão acostumados àquilo” são frases frequentemente ouvidas por quem busca inovar. Ao invés de você ficar intimidado, venho dizer uma palavrinha a você...

Eu, Yuri, sonho em ser chamado, ouvir: mais uma vez, aquele louco na reunião. Por quê? Os malucos, os que não se encaixam, os rebeldes, os “causadores de problemas” são os que veem o mundo diferente. Essas pessoas são os que possuem a loucura suficiente para ousar e pensar que eles podem mudar o mundo. O que está em itálico foi uma das ideias propagadas por Steve Jobs.

Se você simplesmente aceitar que o mundo é assim, não ocorrerá nada de diferente. A criatividade e a busca de fazer diferente pertencem à História do homo sapiens. Apenas para citar um exemplo fora do comum, você imagina o inca que deu a ideia de operar o cérebro humano (os incas operavam o cérebro humano no século XV tão bem quanto os europeus no século XIX)? Logo, o que você faz hoje que o deixa irritado, desanimado e poderia ser alterado?


Seja um procrastinador moderado

Essa frase até dói para mim (entreguei meu TCC no dia seguinte em que a Secretaria Acadêmica permitiu, com quase 2 meses antes do prazo final). Tenho terror a deadlines. Mas, um procrastinar moderadamente talvez seja uma boa saída, segundo algumas pesquisas recentes. (Aos procrastinadores não moderados, não estou dizendo para deixar para entregar no último dia!!!)

Um procrastinador moderado pode aprender um pouco sobre o jogo, incubar ideias e, então, propor um grande salto. Uma vez, Oswald de Andrade confessou que deixava os rascunhos de poemas guardados por alguns dias em uma gaveta para, depois, analisar realmente se eles eram bons e aprimorá-los. Essa procrastinação moderada permite, então, que as ideias iniciais também sejam reavaliadas e aprimoradas. Isso pode ser uma virtude para quem busca criar algo diferente.

Ao passo que, se você procrastina demais, você não possuirá tempo suficiente para incubar as ideias, pois o jogo inicial não foi estudado. A pressão final pelo prazo, então, exercerá uma grande influência negativa na criatividade. Logo, procrastinar moderadamente para entregar um projeto, talvez, seja a melhor solução (dica às empresas: deem um tempo aos colaboradores também amadurecerem as ideias a desafios lançados!).

Questione e tema a própria ideia

Ter medo da própria ideia não está relacionado a “congelar e não tomar atitudes”. Na verdade, o ponto aqui é não ser arrogante em achar que a ideia é perfeita e não precisa ser aprimorada, que não precisa receber críticas, que não precisa ser compartilhada porque você encontrou uma galinha que bota ovos de ouro. Ao contrário essa arrogância, Ellon Musk estava certo de que o Tesla falharia! Por que esse carro, então, foi um sucesso?

O questionamento constante desempenhou papel fundamental para essa inovação. Ele e a equipe não tinham medo de falar, de opinar e de formular perguntas que poderiam parecer estúpidas. Um pai de uma amiga, técnico de informática, uma vez me disse: “o óbvio apenas é óbvio depois de dito” (ele estava falando sobre “reiniciar” o computador, no caso).

Nesse processo de questionar e temer a própria ideia, gerar ideias ruins também faz parte do jogo, pois, assim, você conseguirá chegar na que é realmente boa. E como você faz isso? Testando e falhando.


Imagino que você tenha percebido o título desse texto, que é apenas a parte inicial de como você pode incentivar a criatividade, as boas ideias, a inovação para você mesmo ou dentro da organização que você trabalha. Por fim, gostaria de indicar a playlist “8 ways to fuel innovation”, composto por 8 vídeos de diferentes anos e palestrantes, do TedTalks, na qual estou me inspirando para escrever esses textos aqui. 


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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