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04.06.2020 Inovação & Tecnologia

Design Thinking

Alguma vez vocês participaram do processo criativo do desenho de uma casa feito por um arquiteto? Por um acaso, eles acertam de primeira?

Bem difícil isso ocorrer. Ele apresenta o primeiro desenho. O cliente diz o que não gostou e dá sugestões. O arquiteto apresenta o segundo desenho. O cliente indica ainda mais pontos que gostaria que fossem melhorados. E isso segue até o desenho ser aceito. Obviamente o arquiteto não aceita todas as sugestões, mas ele ouve o cliente. Diverge, num primeiro momento, e converge.

Múltiplas vezes. Isso é o Design Thinking. Bem... talvez seja melhor explicar um pouco mais do que um parágrafo.

Essa ferramenta busca a essência da inovação: mergulhar num problema, buscando uma solução sem saber exatamente o que será produzido. No sentido mais romântico, você entrar sem preconceitos, como uma página em branco, no processo criativo. Considerando que isso é uma utopia, o primeiro ponto fundamental é pensar na equipe. Cada pessoa possui um histórico e habilidades específicas. Para o Design Thinking, a equipe deve ser multidisciplinar, com uma grande capacidade combinada de pensar diferente, de imaginar diversas opções em “como chegar lá no pote de ouro, no final do arco-íris”.

Durante o processo de criação, a equipe discutirá. Alguém elaborará uma pergunta, que será respondida, levantando mais um questionamento, com um pensamento distinto e... quando você menos espera, as ideias se complementam, dando luz à solução inovadora. Esse não é, nem de longe, um processo linear. As pessoas farão, primeiro, uma bagunça. Nunca ouviu falar que as pessoas mais bagunçadas têm quartos mais bagunçados? A imaginação não gosta de uma linha tracejada, regras rígidas.

Aliás, falando mais sobre regras, gostaria de trazer para vocês quatro das cinco regras apresentadas por Michael Roush no Design Thinking aplicado para estudantes. Resolvi adaptá-las aqui para esse texto, trazendo quatro delas:

Quebre a regra estabelecida no jogo em que você está inserido. Seja um ativista. Ouse.

Alguma vez na vida você jogou War ou Banco Imobiliário seguindo todas as regras? (provavelmente, você nem leu o manual de regras). Torne o jogo mais divertido! Mais interessante! Desafie o status quo!

  • Quebre a regra estabelecida no jogo em que você está inserido. Seja um ativista. Ouse. Alguma vez na vida você jogou War ou Banco Imobiliário seguindo todas as regras? (provavelmente, você nem leu o manual de regras). Torne o jogo mais divertido! Mais interessante! Desafie o status quo!

  • Seja eternamente curioso. Nunca pare de questionar o que pode ser melhorado. Não precisamos estar em um trade-off eterno. Sempre se pergunta: e se isso fosse diferente e combinássemos dois mundos que temos?

  • Entenda que as pessoas são diferentes, independentemente de quão boa e elegante seja a sua ideia inicial. Se você mostrar uma pintura a alguém, eles terão diferentes interpretações e sensações sobre ela, certo? Cada pessoa possui um background. Você deve respeitar e aprender a partir dele para aprimorar as suas ideias.

  • Não faça o que você sempre fez esperando diferentes resultados. Isso é completamente loucura! Imaginação é um fator fundamental. Veja o que você errou no passado e aprenda. Entretanto, imaginação é a peça diferencial para impulsioná-lo ao nível extraordinário.

Acho que estamos preparados para abordar exatamente o Design Thinking. Lembre-se que tudo isso é um guia para ajudar a equipe a atingir um maior nível de criatividade. Todos somos criativos, ao nosso estilo. Lembre-se disso. Para isso, basta você: Learn, play and make it tangible. Essa é a essência da imagem a seguir, o famoso duplo diamante:



Antes que descrever cada etapa mais profundamente, não esqueça que esse processo pode ser bagunçado: fizemos a parte de “descoberta e análise” e, quando estamos no ponto de vista, podemos voltar para o “entendimento”; ou chegamos até a prototipação e  percebemos que falhou por completo... então, voltamos para o entendimento! (Uma dica gratuita: não se cobre tanto se o protótipo falhar, pois inovação não é um processo previsível)

As seis fases desse duplo diamante podem ser resumidas da seguinte maneira:

  • Entendimento: nos aproximamos do problema. Buscamos informações preliminares sobre “onde queremos nos meter”. Olhar o problema de diferentes perspectivas, mesmo nessa primeira etapa, é importante.

  • Descoberta: pesquisas, de modo estruturado, são aplicadas aqui. UX Research (veja nossos artigos anteriores) fará com que você obtenha importantes dados aqui, os quais serão apresentados na Análise. Essa etapa é de divergência, portanto não tente consolidar uma visão, mas ampliar o entendimento.

  • Análise: a equipe olhará para o que foi produzido na fase anterior. Questionamentos sobre os dados e as informações para engajar a equipe para seguir à próxima fase.

  • Ponto de vista: por meio de insights, a equipe buscará convergir no entendimento sobre qual o problema que eles buscarão resolver.

  • Ideação: etapa de pura divergência. Brainstorming é a palavra mais citada aqui. Mas você pode aplicar a co-criação junto ao público ou convidando profissionais em específico. Se você estiver liderando a equipe, proporcione um ambiente em que todos possam falar abertamente sem ser criticado por ideias totalmente insanas, fora da caixa.

  • Prototipação: momento da escolha das ideias geradas na fase anterior. Então, prototipar, de alguma maneira, mesmo que seja com papel e caneta, para que seja apresentado a alguns (potenciais) clientes e stakeholders. Daqui, se o protótipo for “aprovado”, você pode seguir para o MVP e as iterações. Caso contrário, avalie voltar para o primeiro diamante ou à fase de ideação.

Falamos em quase todos os textos de inovação que escrevemos nesse blog sobre três palavras que compõem a alma de todo processo de inovação (e não seria diferente para o Design Thinking):

  • Empatia: esqueça as próprias convicções e tente sentir o que os clientes e os beneficiários sentem. Assim, você mitigará o “desenvolver para você mesmo”.

  • Colaboração: apesar de ser difícil no início, reunir uma equipe multidisciplinar produzirá resultados diferenciados. Não esqueça de colaborar com o cliente!

  • Experimentação: erre, aprende, melhore, erre, aumente o aprendizado e... acerte? Mesmo se acertar, continue melhorando!

Gostaria de finalizar com dois pontos que aprendi nesses meus anos profissionais:

  • Não aceite que alguém da equipe diga: “não sou criativo”. Todos temos potencial e você ajudá-lo a despertar e desenvolver esse potencial;

  • “Quando você planta alface e ele não cresce, você não culpa a alface. Você procura por razões do porquê não deu certo. Pode ser a necessidade de mais fertilizante, mais água, mais sol. Você nunca culpa a alface” Thich Nhat Hann, monge, escritor e poeta vietnamita. Como poderíamos aplicar esse pensamento para inovação? Deixarei essa pergunta para divergirmos e, algum dia, convergirmos!


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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