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04.05.2020 Startups

Minimum Awesome Product

Você deve estar pensando: “mais uma sigla; mais uma invenção. Vocês não cansam?”. Peço uma chance para explicá-la. Clique em “MVP” (você será redirecionado ao Wikipedia) e vá na parte de “Criticism” (mas volte aqui para terminar de ler!). Viu que está sendo citado o Minimum Awesome Product (MAP)?

 

Apesar dessa sigla não ser tão nova assim, ela tem ganhado cada vez mais força com as mudanças de mercado e a crescente exigência dos usuários.

 

Antes de avançarmos com o assunto do MAP, duas perguntas importantes:

·        Você conhece bem a ideia do MVP (Minimum Viable Product)?

o   Se não, a resposta mais simples é quando o produto atinge a primeira versão comercializável, com as funcionalidades minimamente desejadas por potenciais clientes. Não é mais um protótipo. Tampouco é o produto final. Permite à startup aprimorar de forma mais rápida a solução.

·         Você tem conhecimento sobre a Pirâmide de Maslow?

o   Se não, Maslow, um psicólogo, dividiu as necessidades dos humanos em cinco categorias. Do mais básico ao último estágio, a pirâmide está dividida em: fisiologia (exemplos, água e comida); segurança (exemplos, do corpo e do emprego); amor (exemplos, amizade e família); estima (exemplos, confiança e respeito dos outros); realização pessoal (exemplos, ausência de preconceitos e solução de problemas).

 

Com a revolução tecnológica e a expansão da Internet, a quantidade de aplicativos, softwares e plataformas explodiu. As necessidades e as exigências dos usuários foram completamente alteradas. Analisem como o Quinto Andar, o Nubank e o iFood abalaram as estruturas dos mercados nos quais eles estão inseridos. Vamos descer um pouco mais em cada um desses exemplos antes de chegar na Pirâmide de Maslow da “Tecnologia”:

 

·        Quinto Andar. Em 2020, quando você vai alugar um imóvel em São Paulo, você aceita facilmente as burocracias impostas pelas tradicionais imobiliárias? Pessoalmente, eu deixei de alugar um apartamento porque uma dessas imobiliárias impôs etapas desnecessárias para o processo.

·        Nubank. Como era o atendimento tecnológico dos grandes e tradicionais bancos antes desse banco digital? Quão difícil era abrir uma conta? Banco do Brasil, Caixa Econômico Federal, Bradesco, Itaú e Santander foram forçados a uma transformação digital.

·        iFood. Quantos de nós pesquisamos um novo restaurante no Google? No máximo, pedimos sugestões para amigos. Depois, onde vamos buscar o restaurante? iFood! Essa situação é intensificada quando viajamos a trabalho e não sabemos onde pedir e avaliamos as estrelinhas dadas aos restaurantes.

 

Existem cada vez mais empresas que “sobem o sarrafo” da satisfação do cliente, forçando os competidores a melhorarem. Justamente por isso, a Pirâmide de Maslow foi adaptada à Tecnologia:





O MVP está vinculado aos dois primeiros estágios das “necessidades dos usuários de tecnologia”. Entretanto, será que, atualmente, isso realmente basta?

 

Vale a pena mencionar, desde esse ponto, uma ideia de Dave McClure, fundador da aceleradora 500startups: O MAP depende bastante de quantas alternativas estão disponíveis no mercado-alvo. Se você está inovando por completo, ou seja, não possui competidores diretos, então o MVP é o MAP; caso existam opções, o MAP precisará ser melhor do que o MVP. Dessa maneira, a startup conseguirá realmente apresentar um diferencial desde o início.

 

Uma pergunta a ser feita pela startup é: os meus potenciais clientes estão dispostos a perder qualidade, a ter uma usabilidade menor ou um design menos evoluído apenas porque estou na fase de MVP? A resposta mais provável será “não”. Com as novas tecnologias, o e-commerce ganhando cada vez mais espaço, conteúdos gratuitos disponíveis aos milhões, celulares com processadores mais potentes do que computadores do início da década passada, os usuários estão cada vez mais exigentes. Tudo mudou e, portanto, o conceito do MVP tende também a mudar.

 

Faz alguns bons anos que estudiosos e especialistas de Marketing identificaram que os consumidores buscariam por experiências, não apenas um produto. O Job-to-be done continua sendo fundamental para a solução dos problemas, mas isso não basta em mercados mais competitivos. O software precisa ser prazeroso e apresentar um significado aos usuários, que são, antes de tudo, humanos e esses estão acostumados a um mínimo de qualidade para todo e qualquer novo produto. No dia-a-dia, buscamos informações no Google, gastamos nosso tempo no Instagram, procuramos opções de aluguel para viagens no Airbnb, assistimos séries no Netflix. Por que não esperar algo minimamente semelhante das startups?

 

 


“Não podemos comparar essas empresas com as startups”, alguém me responderia. Bom, para competir com essas, seria um pouco complicado. Vamos alterar então o contexto e peguemos três exemplos de Torres de Controle de Comércio Exterior disponíveis para as empresas brasileiras: Emix; Kestraa; Quattro. Mesmo que os produtos delas não estejam completamente prontos, um MVP com “três funcionalidades e um design menos elaborado” nesse mercado não é suficiente. Os novos competidores precisarão apresentar um MAP, com uma melhor experiência, para terem chances de conquistar uma parcela do mercado.

 

E o que inclui essa melhor experiência? Qualquer desenvolvedor ficará irritado com a minha resposta, que é: tudo. Funcionalidades, velocidade, fluidez e design são os quatro pilares desse “tudo”. Talvez, o “nice to have” no backlog tenha que ser classificado como “must have”.

 

Ouvi de uma empresária amiga essa semana: não existe um software de comércio exterior com foco em despacho disponível no mercado que apresente um bom design, seja simples, ágil e seja barato. Num primeiro momento, eu disse um pouco indignado: o que você está pedindo é um pouco complicado. Alguns segundos depois... “Não, ela está certa”. Esse gosto exigente do brasileiro está sendo alterado ao passar dos anos e, em breve, chegará ao comércio exterior.

 

Por fim, alguém me falará: “Nossa, é lindo tudo o que você está falando, mas é inviável fazer isso em dois meses, como fazemos um MVP”. Estou totalmente de acordo! Mas, isso não exclui a ideia do MAP. O desenvolvimento de um MAP, antecipando o que um usuário espera e proporcionar a melhor experiência possível, leva bem mais tempo e exige maior maturidade. Os tempos estão continuamente mudando. E você, tanto quanto eu, precisa aceitar isso...  

 

Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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