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20.04.2020 Inovação & Tecnologia

A arte da inovação

Todos nós estamos, de alguma maneira, envolvidos no processo de inovação. Um dos mais famosos vídeos do TedTalks é justamente de um mestre na arte da inovação, chamado Guy Kawasaki. Para quem não o conhece, ele trabalhou na Apple por alguns anos e é um dos diretos responsáveis pela estruturação da marca Macintosh. Desde então, tem trabalhado com Tecnologia e Marketing. Atualmente, deixamos o destaque para a plataforma Canva, especializada em criação de design gráfico.

Em sua palestra, a qual confesso que assisti algumas vezes, ele dá dicas para que busquemos a inovação mais radical.

1.      Busque um significado, não apenas fazer dinheiro

Isso quer dizer que você não deve desejar o lucro? A ideia não é exatamente essa. Três exemplos são dados na palestra:

·  Apple: democratizar os computadores;

·  Google: democratizar a informação;

·  Ebay: democratizar o comércio.

Além desses, podemos pensar na Amazon, Netflix e Uber como mais exemplos de quem eles possuem um real significado para a própria existência. Dessa maneira, eles conseguiram mudar o mundo. Nem precisamos citar qual o valor de cada uma dessas empresas, correto?

A pergunta a ser respondida, logo no início, é: como você muda o mundo?

2.      Elabore um Mantra

Não estamos falando da tão famosa “missão” da empresa (o que você está tentando fazer), tampouco de um slogan. O Mantra citado por Guy Kawasaki são três palavras que representem realmente o que a organização deseja fazer. Dois exemplos citados são:

·        Nike: Perfomance atlética autêntica (lembrando que o slogan é Just do it);

·        FedEx: Paz de espírito (significando que ao deixar com eles a entrega, você pode estar seguro de que a encomenda chegará ao destino).

Um Mantra explica o porquê da organização realmente existir.



3.      Salto para a próxima curva

Dessa vez, comecemos com o exemplo da “curva” para a Indústria de Gelo nos EUA:

·        “Ice 1.0”: cortar blocos de gelo e vende-los. Para isso, as empresas precisavam esperar pelo inverno e estar localizada numa cidade gelada e com lagos;

·        “Ice 2.0”: fábricas de gelo. Produzi-los em um ambiente fechado e entrega-los por caminhão. Não estava limitado ao clima, tampouco à localização;

·        “Ice 3.0”: refrigerador. Cada família possui uma “mini fábrica de gelo”.

Qual é a semelhança entre os saltos? As empresas líderes em cada era não conseguem acompanhar a evolução por se definirem pelo que fazem, sem um significado.

No estado da arte da inovação, busque saltar para a próxima curva!

4.      Roll the dicee

"Dados" está escrito errado propositalmente, pois, na realidade, é um acrônimo para o produto ser:

·  Deep (profundo): precisa apresentar mais funcionalidades e que essas sejam complementares;

·  Intelligent: deve ser inteligente, buscando preencher lacunas e antecipar possíveis cenários da vida do usuário;

·  Complete: não é feito apenas pelo “entregável final”. Se você possui um Iphone, o IoS é parte fundamental para o todo;

·  Empowering (empoderar): deve permitir ao usuário executar atividades e ou simplificar a vida dele;

·  Elegant: por fim, deve apresentar um belo design para que o usuário fique apaixonado pela elegância.

 

5.      Don’t worry, be crappy (sim, é uma alteração do Don’t worry, be happy)

Sabe quando falamos de MVP (Minimum Valuable Product)? Quando mencionamos de falhar rápido e aprender com os equívocos? De não esperar pelo mundo perfeito para lançar o produto? Exatamente sobre isso é o quinto tópico!

Não estamos aqui falando para que seja lançado um produto ruim, mas que todo produto revolucionário, na próxima curva, possuirá limitações e “crappy things”. Você, por um acaso, teve a oportunidade de ver a primeira versão do Airbnb? Se não, você ficará bastante surpreso como era limitado e “feio”.

6.      Permita que as flores desabrochem

Você e a equipe, nas suas expectativas, podem imaginar diversos motivos do porquê dos usuários gostarem desse novo produto. Entretanto, vocês não sabem exatamente o que fará o produto famoso. Não será vocês que decidem realmente quanto à razão do cliente gostar do produto. Nesse caso, o melhor a fazer é... Descobrir os reais motivos! Como? Conversando com eles e entendendo quais foram as reais características que chamaram a atenção e o motivo deles estarem apaixonados pelo produto.

Não sejam orgulhosos em achar que vocês sabem tudo. Vocês podem criar hipóteses, mas não ser onipotentes. Se o seu cliente disser algo diferente e que ele realmente amou, aleluia!

7.      Polarize o mercado

Ou você ama o produto, ou o odeia. Devemos irritar as pessoas propositalmente? Não é isso! Pense em algum produto (ou marca) pela qual você é apaixonado e comentou isso com alguém e essa pessoa disse: nossa, de jeito nenhum! (Nesse momento, opto por não fazer propaganda positiva ou negativa de nenhum produto!).

Não tenha medo em polarizar o mercado!

8.      Churn, baby, churn

Antes de lançar o produto, reme sim contra a maré. Acredite na própria ideia, estruture o primeiro produto e lance-o! Entretanto, após o lançamento, ouça as críticas. Entenda. Internalize. Mantenha a trajetória de evolução. Melhore continuamente. Não esqueça que o que o levou até esse ponto foi exatamente a palavra mudança. Então... Mude, mude e mude!

9.      Encontre o seu nicho: único e valioso

Pense num quadrante valor versus único.

·  Se você é valioso e não é único, você obrigatoriamente competirá por preço.

·  Se você não é valioso, tampouco único, basicamente será uma commoditie, que é barato e pode ser comprado em qualquer lugar.

·  Se você é único e não é valioso, “you are playing stupid”, como o palestrante menciona.

·  Se você é único e valioso... Então você começa a mudar realmente o mercado!

 

10.   Aperfeiçoe seu pitch

Customize a sua introdução para atingir diretamente o seu público. Não estamos falando de alterar a essência, mas entenda com quem você está falando. Essa é uma arte dentro da arte da inovação, aliás!

Tente seguir a regra: 10 slides; 20 minutos; letra com tamanho 30. “Ah, mas tem gente que é excepcional e faz bem mais do que isso”. Sem dúvidas. Eles podem. Nós? Não.

11.   Não permita que os Palhaços Bozos triturem você

Provavelmente, essa é a cereja do bolo. A lição mais importante de todas. Não ouça os Palhaços Bozos que aparecerão no meio do caminho. Existem dois tipos de Palhaços:

·   Os perdedores. Esses não são perigosos, pois você facilmente os ignorará.

·   Os ricos e famosos que se passam por inteligentes e conhecedores do mercado. Esses são extremamente perigosos e podem fazer com que você desista da sua ideia.

Dois exemplos são bem fortes, ao menos para mim:

·   A apresentação do telefone, por Graham Bell, para o corpo diretor da Western Union nos EUA, que era uma empresa telegráfica naquela época. Os diretores disseram que o telefone era uma “invenção” e não uma “inovação”.

·   A decisão do corpo diretor da IBM em não investir em computadores pessoais porque esse era um mercado ínfimo, que não cresceria.

Esses Palhaços Bozos não conseguem entender a próxima curva, a próxima era. Eles buscarão por desacreditar e negar a inovação. Por isso, siga todos os passos anteriores e acredite no que você está apresentando ao mundo!


Espero que esse pequeno artigo faça você ter a vontade de ver o vídeo! Além de dar uma forcinha nas ideias que vocês estão tendo durante essa pandemia...


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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