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Blog Aceleradora 4Comex

06.04.2020 Inovação & Tecnologia

O que acha de colaborarmos para inovar?

Aposto que você ouviu, ao menos uma vez, o termo “Inovação aberta”. Mas o que é exatamente isso? É mais um termo para “gerenciamento da cadeia de suprimentos”? Vale a pena implementar? Se sim, quais são os benefícios dela? Isso é restrito a empresas de tecnologia ou pode ser implementado em qualquer organização?

Esse termo foi cunhado por um professor da Universidade de Berkeley (EUA), Henry Chesbrough. Ele analisou o comportamento das grandes corporações estadunidenses ao longo do século XX e identificou que essas pouco ou nada compartilhavam as ideias com stakeholders (com destaque para os usuários e os fornecedores) e buscavam pouquíssima cooperação no processo de inovação, sendo restrito basicamente ao departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “Nós detemos os melhores talentos e, portanto, nossas ideias são as melhores” é um pensamento característico das empresas que optam pela “Inovação fechada” (qualquer semelhança ao pensamento de alguns “líderes” de grandes organizações brasileiras é mero acaso).

Entretanto, nas últimas duas décadas pudemos perceber:

·         Disseminação do conhecimento através de ferramentas online;

·        Globalização da pesquisa e da tecnologia, com o estabelecimento de centros de excelência em diversos lugares no mundo, rompendo a hegemonia de “criação do conhecimento” no eixo EUA-Europa-Japão;

·        Mobilidade de mão-de-obra, possibilitando que o processo de inovação ocorra em qualquer lugar;

·        Rápido desenvolvimento de novos conhecimentos, fazendo com que possuir talentos humanos de todas as áreas se tornasse basicamente inviável.

Com essas mudanças no cenário, nem sempre as melhores ideias surgem dentro da organização e, se surgirem, não necessariamente a melhor opção seja adquirir os talentos necessários (a depender da cultura da organização, a inovação pode não ser desenvolvida na velocidade esperada ou mesmo a solução inicialmente almejada pode morrer). Então, o que fazer?

A inovação aberta é exatamente a resposta proposta pelo Professor da Berkeley e complementada por mais estudiosos. Esse é um framework em que você une as ideias internas com as externas, acelerando o ritmo de inovações da organização, tornando-a cada vez mais competitiva, sejam em produtos, serviços ou mesmo em processos internos. Essa maneira, ou a chamemos aqui de “filosofia”, de inovar propõe até que a organização torne pública, através de licenças, spin-off e afins, inovações internas que não estejam sendo utilizada de modo maximizado.

Mas que maneiras uma organização pode aplicar essa filosofia? Abaixo, respondemos a esse questionamento de modo não exaustivo e você pode encontrar a melhor maneira para a sua própria organização!

·        Hackhaton: altamente provável que você tenha ouvido falar sobre esse “método”. A ideia é que seja, depois de identificado um desafio interno (ou do mercado) em específico, como exemplo “classificação fiscal”, a corporação organize um evento em formato de maratona (de 48h a 72h, normalmente) no qual reúna programadores e arquitetos de solução, onde esses desenvolvam possíveis soluções “iniciais” (quase um MVP) para aquele problema em específico. Esse formato pode ser aplicado junto a uma universidade ou não.

·        Crowdsourcing: não, não erramos na palavra! Não queríamos escrever crowdfunding, apesar de que isso nos serve bastante para explicar esse método. Esse último tem como intuito arrecadar uma certa quantidade de dinheiro para que um projeto se torne realidade. No caso do crowdsourcing, a organização estrutura um canal de comunicação junto aos clientes para que esses deem ideias sobre um determinado projeto. Como exemplo, a FIAT tem um canal de comunicação para quem deseje responder à pergunta “como você imagina um carro ideal para o brasileiro?”. Ou seja, esse método é uma fonte contínua de ideias.

·        Programas com startups: talvez seja o formato mais clássico da filosofia de Open Innovation. São programas que buscam identificar startups com potencial de tornar a corporação mais competitiva. A startup tem autonomia e se conecta, através de um contrato, à empresa. Essa autonomia é importante porque esses projetos normalmente são “não tradicionais” para a grande corporação. Natura, Basf, Andrade Gutierrez e Porto Seguro são quatro exemplos executados com maestria no Brasil. E a Aceleradora 4Comex? Também nos encaixamos nesse método!

·        Programas de ideias com clientes e fornecedores (cocriação): basicamente uma construção compartilhada de uma solução para um determinado desafio que foi previamente levantado como grupo. Nesse método, a equipe de inovação convidará os stakeholders internos e externos para que, juntos, mapeiem com maior profundidade o problema e, então, proponham uma solução. Acesso a dados e possuir a visão holística da questão são dois tópicos fundamentais para esse método. Workshops e grupos focais, ou mesmo ferramentas online especializadas para a recepção das ideias desses clientes e fornecedores, são necessários para a aplicação desse método.

        


E o que a corporação tem a ganhar com a implementação dessa filosofia? Gostaríamos apenas de mencionar os benefícios, sem explorá-los, da Inovação Aberta:

·        Impacto na cultura interna, sendo um reforço positivo em direção à Transformação Digital e a um ambiente mais inovador;

·        Identificação de novos talentos no mercado;

·        Percepção da necessidade de desenvolvimento (ou aquisição) de novas competências;

·        Maior valor agregado nos produtos e ou nos serviços;

·        Mitigação de riscos, ao passo que a organização identifica rapidamente as inovações que surgem no mercado.

Além disso, a organização fica mais próximo a atingir a “inovação disruptiva”, tão almejada pelo mercado.

Para implementar a Inovação Aberta, os líderes não podem se esquecer que essa filosofia de inovação aberta possui valores extremamente fortes que precisam permear a organização:

·        Conexão e desenvolvimento

·        Cooperação

·        Colaboração em rede

·        Estabelecimento de parcerias

A partir dos valores da inovação aberta, gostaríamos de esclarecer que o processo colaborativo não está relacionado a “código aberto” ou mesmo “doar uma ideia com fins filantrópicos”. Inovação aberta é uma maneira de troca de conhecimentos, com base em algum tipo de contrato, entre duas ou mais empresas. O termo “aberta” é simplesmente para se contrapor ao que era o modelo vigente, de inovação única e exclusivamente dentro do ambiente da empresa.

Talvez, tenha ficado apenas uma pergunta inicial a responder de modo direto e claro: qualquer empresa pode implementar a inovação aberta! Veja os exemplos dados ao longo desse texto! Quem diria que até na área de comércio exterior teríamos esse modelo sendo aplicado!

Num mundo de evolução tão rápida, conhecimento sendo criado em todos os continentes, dados e informações sendo processados numa velocidade assombrosa, parece-nos que a inovação aberta e toda a filosofia de colaboração é um caminho irreversível para as corporações que desejam se manter no topo.

Estamos ansiosos em cooperar com vocês nesse processo de inovação do ecossistema de comércio exterior brasileiro!

 

Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comex e Analista de negócios da Aceleradora 4Comex

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