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31.03.2020 Dicas

Fail fast, learn faster

Gostamos de uma frase em especial atribuída a Thomas Edison: “talento é 1% inspiração e 99% transpiração”. Esse mesmo inventor encontrou mais de 700 maneiras (alguns alegam que esse número é bem maior) de como não fazer uma lâmpada. Ao longo de sua vida, ele também foi responsável por inventar mais equipamentos. Mas o que exatamente ele pôde nos ensinar na arte da inovação?

                                                        

Alguns dos possíveis ensinamentos a partir da vida de Edison foram tratados previamente nesse blog, como o valor da experimentação e o mindset de crescimento. Mas um ensinamento principal é que não existe inovação radical sem uma quantidade imensa de falhas (aliás, perguntem aos pesquisadores de computação quântica!). Também podemos tirar dessa história da invenção da lâmpada é o pensamento crítico, chave para o sucesso do fail fast.

Podemos encontrar também variações para o fail fast, como “Fail fast, succeed faster” ou “Fail fast, learn faster”. Na verdade, esse mantra deve ser adotado como uma filosofia para uma organização que almeja ser verdadeiramente inovadora. Por quê? Porque quando os líderes admitem que os projetos podem tomar um caminho totalmente diferente do que inicialmente propostos, a equipe está realmente “liberada” para explorar o potencial criativo das ideias que surgem ao longo do caminho.

Desde o início, devemos destacar que essa filosofia não é, como alguns gostam de contra-argumentar, um “assim não existem métricas e tudo ficará largado”. Juntamente com o Fail Fast, existe o critical thinking, que demanda da equipe captar, entender e aprender com o equívoco, enquanto busca alternativas para continuar e perseverar na linha do projeto ou tomar um novo direcionamento no que está sendo desenvolvido.

E por que mencionamos que a filosofia Fail Fast tem a capacidade de despertar “o monstro criativo” que existe em cada um de nós? Porque a equipe será desafiada em cada falha que encontrar ao longo do caminho e é preciso ser criativo para olhar o “problema” e imaginar distintas maneiras de ultrapassá-lo ou mesmo eliminá-lo. Tentativa e erro, no processo de inovação, gera uma grande quantidade de possíveis soluções.

Ouvimos constantemente histórias de empreendedores que insistem em contar “quantas vezes eles quebraram antes de atingir o ponto em que estão”. A tendência humana é de evitar o fracasso e, dessa afirmação, surgem dois grandes problemas: elas continuam a insistir num projeto, como em um software, para “diminuir” o prejuízo (normalmente, elas acabam por aprofundar os prejuízos); elas evitam pensar fora da caixa e colocar em ação alguma ideia, mesmo que incremental. Fracasso e falha são dois termos possuem conotações extremamente negativas em nossas sociedades.

Nesse ponto, voltamos a frisar que Fail Fast é uma filosofia, pois os líderes precisarão criar um ambiente em que falhar não será considerado “algo terrível”, desde que a equipe tenha aprendido algo valioso naquele processo, principalmente se a descoberta está atrelada a um erro de concepção no projeto que “custaria uma parcela considerável do orçamento”. Essas lições são extremamente benéficas para a organização, pois economiza tempo e dinheiro.

Além disso, ao estabelecer um ambiente em que as falhas no processo criativo são incentivadas com um “propósito maior”, os colaboradores acabam por desenvolver resiliência para lidar com situações não previstas inicialmente. Isso é vital para a sustentabilidade da empresa. Por quê? Resiliência é considerada como uma das habilidades essenciais para o futuro que tende a ser cada vez mais complexo e dinâmico. Atualmente, para a área de tecnologia, um horizonte de seis meses é considerado imprevisível.

Para a implementação da filosofia Fail Fast, é vital que seja estabelecido um processo de controle para o processo de aprendizagem. Antes mesmo de “partir para a ação”, a equipe deve estabelecer quais as hipóteses que desejam testar. Então, as duas perguntas seguintes são: Qual hipótese pode ser testada imediatamente? Quais ações e as métricas para cada uma delas serão executadas? 

Com essas perguntas respondidas, então, a equipe deve ser ágil para identificar o quê eles falharam. O coração do Fail Fast está na repetição desses testes e validações, enquanto melhora incrementalmente o produto ou o serviço. Essas iterações (iteration, palavra tão popular quando lido os materiais em inglês sobre fail fast) permitem a qualquer equipe atingir o resultado desejado mais rápido do que tentar aperfeiçoar a solução (e correr um altíssimo risco do mercado, posteriormente, desejar algo diferente!).

O mundo atual pode ser definido com a sigla VUCA (volatility, uncertainty, complexity and ambiguity) e vivemos numa era de revolução tecnológica, em que apenas temos a perder se tentarmos predizer, controlar e eliminar todas as variações possíveis nos cenários que imaginamos. Com o objetivo de diminuir os impactos das mudanças às quais estamos sujeitos, as organizações deveriam estruturar um produto bom o suficiente, validá-lo com stakeholders, receber os feedbacks, avalia-los, fazer os ajustes e tornar a repetir seja a filosofia, não apenas mais eficiente, mas a mais eficaz também.

                                                    

Os líderes devem se preocupar com que o Fail Fast não se torne uma “corrida de cavalos”. Essa filosofia não se trata disso. O processo deve ser executado com inteligência, o que chamamos no início de critical thinking. A equipe deve escolher sabiamente quais são as hipóteses e as experimentações em que ela deseja falhar e não fazer com que o número de falhas seja a métrica a ser observada.

Definitivamente, ninguém gosta de falhar. Mas, deveria ser assim mesmo? A aprendizagem vinda do erro é o pilar para atingirmos a excelência, enquanto criamos resiliência e praticamos a criatividade (lembre-se que ser criativo não é um dom!). Como um antigo líder dizia para mim: as pessoas precisam entender que elas devem errar de modo diferente; insistir na mesma ação e crer que os resultados serão diferentes é um desperdício de dinheiro e de tempo.

Para finalizar, uma frase de Benjamin Barber que nos inspira a seguir falhando e aprendendo constantemente na Aceleradora: “Não dividimos o mundo entre fracos e os fortes, ou entre sucessos e fracassos [...] dividimos o mundo entre os que aprendem e os que não aprendem.” 


Artigo escrito por Yuri da Cunha Ferreira

Especialista em Comércio Exterior, integrante da equipe Aceleradora 4Comex


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