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05.03.2020 Inovação & Tecnologia

Tendências Tecnológicas

O Fórum Econômico Mundial elaborou um relatório em 2019 sobre as 10 tecnologias emergentes. Entretanto, apenas uma dessas está relacionada ao comércio exterior e à logística internacional: rastreamento avançado de comidas e embalagens na cadeia de suprimentos. A combinação de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e de Blockchain tem aumentado a eficiência de monitorar as etapas e identificar imediatamente desvios que podem causar grandes problemas, como intoxicações alimentares.

Mas isso foi o “olhar para trás”. Vocês que nos leem estão interessados com o amanhã. O que vem por aí? O que podemos imaginar para a próxima década? Apesar de ser extremamente arriscado falar sobre o futuro da área de tecnologia, (mesmo que estejamos abordando sobre o próprio ano!) alguns especialistas se aventuram nesse jogo. Gostaríamos de trazer alguns dos insights que coletamos de artigos e vídeos publicados por esses analistas do futuro, que poderiam vir a ser aplicados em comércio exterior ou logística internacional.

Gartner – 2020 

O Instituto frisa sobre tendências de olhar “com mais carinho” para o ser humano e desenvolver as tecnologias centradas em pessoas. Quatro das tendências mencionadas por esses especialistas são:

    - Hiper-automatização. Robot Process Automation (RPA), automatização de atividades / etapas e machine learning são três exemplos do que podem ser mais observados nessa área. Operações digitais e serviços de atendimento ao cliente são duas questões a serem exploradas.

    - Realidade virtual e Realidade aumentada. Essas duas tecnologias permitirão a melhoria das experiências físicas e cognitivas.

    - Transparência e Rastreabilidade. Essa tendência é intensificada a partir do que foi observado em 2019. O avanço de dispositivos conectados na Internet e o próprio amadurecimento do IoT são duas variáveis a favor.

    - Blockchain “prático”. O modelo “completo” do blockchain está sendo deixado um pouco de lado e aproveitado, principalmente pela cadeia de suprimentos, três eixos dessa nova tecnologia: criptografia; imutabilidade de dados; distribuição de informações.

Bernard Marr – 2020

Esse especialista traz uma série de insights e aqui também aproveitamos apenas uma parte deles. Gostaríamos bastante de destacar dois deles:

    - Inteligência artificial, mais especificamente Machine Learning. Diferentemente do Instituto Gartner, ele frisa a questão de software as a service (SaaS). Ou seja, as startups e as grandes empresas de tecnologia desenvolverem soluções de machine learning que possam ser utilizadas como um serviço.

    - Realidade estendida. Da mesma maneira que na seção anterior, Realidade virtual e Realidade aumentada ganham um espaço especial aqui. Quando Marr descreve a ideia dessas duas tecnologias, nós nos sentimos em Minority Report! (espero que os mais novos tenham visto esse filme...)

Appentus – 2025

A equipe da Appentus reuniu insights de experts em desenvolvimento de apps do Reino Unido e elaborou as próprias previsões. Três das tendências indicadas impactam diretamente a nossa área, de alguma maneira:

    - Edge Computing. Talvez a maioria não tenha nem ouvido falar desse termo, mas a ideia é aumentar o poder de processamento de dados das “pontas” das redes, ou seja, dos dispositivos que estão conectados na nuvem. Qual o impacto disso efetivamente? Com o edge computing o que atualmente não é possível através do IoT, devido à alta latência, uso excessivo da rede ou indisponibilidade do sistema ao qual o dispositivo está conectado, torna-se viável. A partir disso, o IoT pode “expandir as fronteiras”.

    - Inteligência Artificial. Qual a diferença com os tópicos mencionados pelo Instituto Gartner e por Bernard Marr? Em 2025, a previsão é que essas inteligências consigam aprender quase como um humano (para aprender como um humano especificamente seria a “Inteligência Artificial Generalista”). A aprendizagem sem a intervenção humana sobre tópicos específicos seria possível nesse novo cenário.

    - 5G. Esse tópico dispensa comentários!


Pluralsight – 2025

Para produzir os insights deles, os especialistas da Pluralsight combinam a expertise interna, um relatório do Instituto do Mckinsey Global e o relatório Futuro dos Empregos do Fórum Econômico Mundial. Algumas das previsões mais interessantes são:

    - Inteligência Artificial. Eles destacam a grande dificuldade de desenvolver uma Inteligência Artificial Generalista e a busca intensificada nos próximos anos para isso. Portanto, os desenvolvedores investirão tempo no desenvolvimento de interfaces que busquem interpretar gestos humanos.

    - Realidade aumentada e Realidade Virtual. Segundo Goldman Sachs, essa indústria deve atingir a cifra de US$80 bilhões, mais do que decuplicando o valor estimado de 2019.

    - IoT. Mais uma vez, essa tecnologia é citada. Com uma informação adicional: até 2025, é esperado que 1 trilhão de dispositivos ao redor do mundo estejam conectados à internet.

    - Blockchain. Recentemente, as empresas têm descoberto de utilizar de modo mais “flexível” essa tecnologia, não apenas para o famoso “bitcoin”.

    - Carta coringa: computação quântica. O termo deixa de ser apenas “bonito”, “excêntrico” e “atraente”. O Google e a IBM, entre outros, estão avançando, mesmo que timidamente, no desenvolvimento dessa tecnologia. E, aqui, “logística” é citado expressamente, visto que a computação quântica teria uma aplicação ampla e profunda.


Essas são previsões de apenas quatro organizações que pesquisamos e fizeram sentido para nós. Devemos destacar que, segundo o Fórum Econômico Mundial, estamos começando a entrar efetivamente na 4ª Revolução Industrial. Quando estamos vivenciando uma revolução assim, a nossa percepção da realidade é um pouco distorcida, ainda mais considerando a avalanche de informações que passa por cima de nós diariamente. O amadurecimento de algumas das tecnologias ainda está por vir. Insistimos em dizer que não fazemos a menor noção de qual é o potencial de cada um dos tópicos que citamos nesse port!

Apesar de soar distante e de um mundo quase utópico, essas tecnologias (com exceção das pesquisas sobre a computação quântica) têm chegado, mesmo que timidamente, no Brasil, majoritariamente através de startups. Com exceção ao Edge Computing e ao 5G, que estão mais intrinsecamente relacionados à “infraestrutura”, conseguimos enxergar aplicações para o comércio exterior. Algumas delas desacreditadas no início, como o blockchain, têm conquistado o espaço aos poucos em nossa área.

Também arriscamos uma previsão para os próximos 5 anos: esforços na conexão entre as tecnologias. Nesse momento, as startups e as empresas têm investido em soluções “isoladas”. Porém, as empresas começam a notar a necessidade de combinar essas soluções para que o problema como um todo seja realmente resolvido. Um caso bem nítido sobre isso é o “blockchain prático” para as cadeias de suprimentos, que reúne o blockchain e o IoT.

Gostou? Tem alguma ideia inovadora? Tem uma startup que possa vir a ser adaptada para o mundo de comércio exterior e logística internacional? Estamos de portas sempre abertas!


Yuri da Cunha Ferreira

Especialista de comércio exterior

 

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Realização

A Columbia Trading é uma empresa atuante no ramo logístico e trading no Brasil, parte do Grupo ECOM, líder mundial em operações de Trading de Commodities Agrícolas, é prestigiada por ser uma das empresas mais éticas e responsáveis. Associada ao Instituto Ethos, pautam a experiência do usuário (UX) como ponto chave para o sucesso. Em 20 anos de existência, especializaram-se em soluções para Comércio Exterior, além de possibilitar um processo mais otimizado de importação e exportação aos seus clientes. Veja mais:

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